Cada vez mais tem se estudado e falado sobre o que é autismo, como tratar, como se comportam os pacientes e quais os sintomas do autismo, com estes estudos cada vez mais aparecem novas e surpreendentes descobertas.

Recentes estudos apontam que em alguns pacientes com autismo, a disfunção mitocondrial pode ser uma grande chave colaboradora para seus sintomas.

Uma das lideres destes estudos é a pesquisadora Dra. Suzanne Goh, esta pesquisa tem por objetivo identificar episódios de quando a disfunção mitocondrial desempenha um papel primordial no espectro autista, mas na prática o que isso quer dizer?

 O lactato e a disfunção mitocondrial no cérebro

O lactato é o produto da metabolização de carboidratos, podendo ser encontrado em nossa musculatura, sangue e em diversos órgãos, sendo produzido principalmente pelos músculos esqueléticos, intestino, cérebro e eritrócitos, este último também conhecidos como glóbulos vermelhos ou hemácias.

Em um de seus estudos, ressonâncias magnéticas foram utilizadas para medir o lactato no cérebro de 75 crianças e adultos com espectro autista e 96 pacientes sem este controle. Pacientes com picos de lactato foram usados para identificar disfunção mitocondrial no cérebro.

Este mesmo estudo estimava que pelo menos 20% dos indivíduos com autismo também tinham disfunção mitocondrial, sugerindo uma variedade de potenciais novas terapias que poderiam atenuar os sintomas de autismo.

Como a dieta low carb melhoraria este cenário?

Como vimos anteriormente a produção de lactato ocorre com a metabolização de carboidratos, ou seja, quanto maior a ingestão de carboidratos, maior a produção de lactato.

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Dietas low carb, conhecidas também como cetogênicas, low carb ou keto seriam a chave para equilibrar e diminuir esta produção de forma considerável, tanto no autismo infantil ou em bebês adultos.

Música no tratamento da disfunção mitocondrial e autismo

Curiosamente, além da alimentação uma das maiores aliadas no tratamento de disfunções mitocondriais tem sido a música, que tem sido empregado com resultados promissores tanto em pacientes com autismo como em pacientes com Alzheimer.

A Dra. Suzanne Goh e o Cleveland Clinical, um Centro de Medicina Funcional, estudam muito este tópico e tem muitos estudos sobre o uso de música para tratamento mitocondrial, trazendo uma abordagem integrativa neurológica para cuidar do autismo e que vale muito a pena conhecer.

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Referencias

Goh S, Dong Z, Zhang Y, DiMauro S, Peterson BS. Brain imaging evidence that mitochondrial dysfunction is a neurobiological subtype of autism spectrum disorder. JAMA Psychiatry. 2014;71(6):665-71. doi: 10.1001/jamapsychiatry.2014.179.

Rossignol DA, Frye RE. Mitochondrial dysfunction in autism spectrum disorders: a systematic review and meta-analysis. Mol Psychiatry. 2012;17(3):290-314. doi: 10.1038/mp.2010.136.

Cheng N, Rho JM, Masino SA. Metabolic dysfunction underlying autism spectrum disorder and potential treatment approaches. Front Mol Neurosci. 2017;10:34. doi: 10.3389/fnmol.2017.00034.

 

 

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