O homem existe na Terra há aproximadamente 7 milhōes de anos, e apenas nos últimos 10 mil anos é que começou a ter contato com determinados alimentos devido à criação da industria alimentícia e de um estilo de vida urbano. Porém, o que para nós pode parecer muito tempo, para os nossos genes não o é, e tudo o que estamos expostos nestes últimos anos, causam alteraçōes em nossos genes por não termos enzimas para “encaixar” e interpretar estas substancias.
E é aí que o nosso problema começa: estamos cada vez mais nos distanciando do que a Natureza com a sua sabedoria pode nos proporcionar, e nos alimentando de produtos no lugar de comida. Não existe a possibilidade das nossas células saberem como lidar com substancias que foram criadas laboratorialmente – adoçantes, açucares refinados, grãos refinados, corantes, flavorizantes, edulcorantes, conservantes, etc – e ao expormos nosso corpo a estes “anti-nutrientes”, ele torna-se incapaz de absorver os demais micronutrientes que poderiam eventualmente serem absorvidos com aquela refeição, e imediatamente diminui o
seu metabolismo, por entender que precisa eliminar substancias para ele “tóxicas”, dispendendo todos seus esforços e energia para tal. Mas infelizmente, a mucosa intestinal, ao ser agredida por estas substancias consideradas inflamatórias, não consegue elimina-las eficientemente, sendo então reabsorvidas para a corrente sangüínea e disseminadas por todo o organismo.

Ao chegarem no cérebro, ligam-se nos mais diversos receptores cerebrais, principalmente de neurotransmissores como a dopamina, que nos conduz à busca do prazer, seja pela alimentação, drogas ou sexo. É por esta razão que os alimentos industrializados, e em grande parte o açucar refinado contido neles, causa uma hiperestimulação das vias dopaminérgicas e hoje está sendo considerada a substancia que mais causa vícios e compulsōes, até mais intensamente do que a propria cocaína. Quanto mais estimulada a dopamina, mais ele se torna deficiente no organismo, gerando mais e mais compulsões – em GEOLOGY 101 REPORT “1
2001, no período do “The Lancet”, o autor Gene-Jack Wang, presidente do do departamento medico do US Department of Energys Brookhaven National Laboratory, em NY, descobriu que em obesos a deficiencia de dopamina no estriado do cerebro era idêntico ao de dependentes de cocaína.

A “junk food” por exemplo, tem como principal componente o açucar, para explorar este potencial viciante nos alimentos.
Os adoçantes (cada tipo em uma proporção diferente, mas com mesmo mecanismo de açao – exceto o stevia que é extraído de planta), usados em todos os produtos dietéticos e lights, acabam causando grandes frustrações em usuarios desejosos de emagrecimento, pois ele estimula papilas gustativas na boca e receptores no intestino que aumentam a compulsão principalmente por doces e carboidratos. E são largamente utilizados também pela sua
característica essencial: viciam o paladar!

David Kessler, ex-comissario da FDA (agencia americana reguladora de alimentos e medicamentos) e atual diretor do Centro para Ciência de Interesse Publico (Washington DC) disse: “Temos que educar as pessoas sobre como seus cerebros são hipnotizados por açucar”.

E porque os alimentos não industrializados fazem o processo oposto?

Pois a alimentação do homem desde que surgiu na Terra sempre foi baseada nas verduras, frutas, carnes de caça e peixes, ovos, sementes, oleaginosas, legumes; alimentos para os quais o nosso corpo tem enzimas para digeri-los e absorvê-los ao máximo, equilibrando o nosso organismo como um todo.
A frase célebre de Hipocrate, o Pai da Medicina, está cada vez mais sendo comprovada como uma verdade mais do que atual: “Faça da alimentação o seu remédio e do seu remedio a sua alimentação”.

E por isto que temos que desmistificar que comer bem, saudável e para se manter ou recuperar a forma é algo caro, inacessível ou dificil, pois caro é comprar todos estes “produtos” para se alimentar, ao invés de usar o que temos de mais acessível, barato e fornecido pela natureza em sua larga sabedoria.

Apenas algumas referencias sobre o assunto:

R. O. Roberts et al. “Relative intake of macronutrientes impacts risk of mild cognitive impairment or dementia”. Journal of Alzheimer’s Disease, v.32, n.2, pp.329-39, 2012
GEOLOGY 101 REPORT “2
C.B.Ebbeling et al., “Effects of dietary composition on energy expenditure during weight-loss maintenance”. JAMA, v.307, n.24, pp.2627-34, 27 jun.2012
R. Molteni et al. “A hight-fat, refined sugar, diet reduces hippocampal brain-derived neurotrophic factor, neuronal plasticity, and Learning”. Neuroscience, v.112, n.4, 2002

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